Basicamente, existem dois estados em cada música. Um é o estado do Kli, a alma sob a qual o homem trabalhou, corrigiu e então alcançou deleite e entusiasmo e agora canta com este deleite.
É por isso que em Tzadik ke Tamar Ifrach há uma sensação do anterior estado no qual lhe faltava preenchimento, sofria e buscava e agora que ele alcançou o estado no qual ele sabe que era assim que era suposto, porque um homem justo vem a justificar o inteiro processo pelo qual este passou.
Então, o êxtase que vem após estar no mais distante estado de se sentir a si mesmo muito distante do Criador e agora entrar no palácio do Rei, o Mundo Superior, sai do seu presente estado sob a forma de uma melodia - de dentro da sensação que o preenche.
Esta sensação engloba dois estados opostos: o seu anterior, o mais distanciado estado que parece desesperadamente longínquo do Superior e o actual estado em que este alcançou adesão com Ele.
Em essência, este tema é especial porque a pessoa está grata não pelo seu estado. Em vez disso, está grata por ser capaz de ser justo (tzadik), ou seja ser capaz de justificar o Criador em tudo o que lhe aconteceu no seu caminho. Este agora vê a casualidade e a insistente necessidade de todos os estados pelos quais este passou. Ele compreende que todos eles foram organizados para ele de cima para que este possa alcançar este estado elevado.
Material Relacionado:
Música
Concerto: Música de Baal HaSulam [2004]
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