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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Conversas - Chanucá

janeiro 14, 2020amor, Biná, Chanucá, conversas, doação, egoísmo, Festival das Luzes, força superior, luz interior, Macabeus, Malchut, transformação, união espiritual

Durante o Festival das Luzes — Chanucá, o foco espiritual reside na união e no enfrentamento do egoísmo interno, simbolizados pela chama que se mantém acesa. Inspirados pelo legado de Abraão e perpetuados pelos Macabeus, o ato de se unir acima das diferenças revela uma força superior de amor e doação. Através do esforço mútuo, a luz se manifesta, conectando os níveis mais elevados da alma (Biná) com os desejos egoístas (Malchut). Esse milagre transcende a materialidade, ilustrando que a verdadeira vitória reside na transformação interior e no equilíbrio entre a matéria e o espírito.

Chanucá, conhecido como o Festival das Luzes, carrega um significado profundo que vai além do milagre histórico. Na Kabbalah, este feriado simboliza a vitória da espiritualidade sobre as forças egoístas – um processo contínuo de superação interna que cada pessoa deve realizar.

Historicamente, Chanucá relembra a revolta dos Macabeus contra os gregos, um conflito entre duas forças: a cultura materialista, que exalta o egoísmo, e a conexão espiritual, que busca a unidade com a força superior. Essa luta reflete a batalha interna de cada ser humano contra seu próprio ego, que o separa do Criador e do próximo.

O feriado destaca o milagre do óleo, que deveria durar apenas um dia, mas queimou por oito. Este óleo simboliza o esforço espiritual, a intenção de se elevar acima do egoísmo e conectar-se aos outros. A chama que arde por oito dias representa a luz espiritual que desce quando as pessoas buscam a união genuína.

Chanucá é uma parada no caminho espiritual, marcando um estágio intermediário da correção do ego humano. Neste ponto, a pessoa se eleva acima de seu egoísmo, mas ainda não atinge a doação completa. O pavio simboliza o esforço para unir-se aos outros, enquanto o óleo, que queima lentamente, reflete o trabalho interno necessário para atrair a luz superior.

Na perspectiva da Kabbalah, a luz revelada em Chanucá conecta Malchut (o desejo egoísta) a Biná (o desejo de doar), representando o equilíbrio entre o desejo de receber e a intenção de beneficiar os outros. Essa conexão é o início da transformação espiritual, onde o indivíduo se torna um canal para a luz do Criador.

Além de sua história e tradições, Chanucá ensina que a união entre as pessoas atrai uma força superior, capaz de superar qualquer barreira. O verdadeiro milagre não é físico, mas ocorre internamente, quando o egoísmo é vencido pela força do amor e da conexão.

Por fim, Chanucá não apenas celebra um evento do passado, mas simboliza um processo eterno, no qual cada um deve acender sua própria luz interior e contribuir para iluminar o mundo. Através da união e da superação do ego, a humanidade pode alcançar um futuro de paz, equilíbrio e verdadeira espiritualidade.

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O Significado de Chanucá

janeiro 14, 2020amor ao próximo, batalha interna, Chanucá, cursofestasjudaicas, doação, ego, espiritualidade, festividades judaicas, judaísmo, kabbalah, luz, tradição, valores

Descubra o verdadeiro significado espiritual de Chanucá através da sabedoria da Kabbalah. Explore a batalha interna entre ego e amor ao próximo, simbolizada pela luz das velas e a conexão com o Criador.

Chanucá, a Festa das Luzes, representa um momento de introspecção e superação espiritual. Na Kabbalah, essa celebração simboliza uma luta interna entre o egoísmo e o amor ao próximo, refletida na batalha ideológica entre valores espirituais e materiais. Essa luta, expressa pelo confronto entre "Israel" e "Grécia", não ocorre fora, mas dentro de cada indivíduo.

A força da Grécia é associada ao intelecto e à racionalidade, que buscam prazer e preenchimento através do conhecimento material. Por outro lado, Israel representa o desejo de se conectar ao Criador, acima da lógica e das satisfações egoístas. Em Chanucá, essa batalha culmina na vitória dos valores de doação e conexão, um marco importante no avanço espiritual.

Um dos símbolos centrais de Chanucá é a vela, composta pelo óleo e o pavio. O óleo representa o desejo egoísta e o pavio simboliza o esforço para transformar esse desejo em doação. A luz que surge dessa combinação é a revelação do Criador, o propósito final da jornada espiritual. Assim, acender as velas não é apenas uma tradição, mas um lembrete do esforço constante necessário para alcançar a correção interior.

Outro aspecto significativo é o milagre do jarro de óleo que durou oito dias. Na Kabbalah, um milagre é visto como a revelação de uma realidade superior, além das limitações do entendimento humano. Esse evento simboliza que, com o esforço coletivo e a força de união, é possível superar obstáculos aparentemente intransponíveis.

Chanucá também representa um ponto de pausa (Chanu Koh), um momento de celebração após a vitória ideológica, preparando-se para os desafios futuros, como os simbolizados por Purim. Essa pausa permite refletir sobre o progresso alcançado e acumular forças para avançar no caminho espiritual.

A mensagem central de Chanucá é que a luz do Criador só pode ser revelada através da conexão entre as pessoas. Superar o egoísmo e se unir em torno de valores espirituais é a verdadeira vitória, que ilumina não apenas o indivíduo, mas todo o coletivo.

Chanucá, portanto, não é apenas uma comemoração histórica, mas uma oportunidade de reforçar o compromisso com o amor ao próximo e a adesão ao Criador, pilares essenciais do crescimento espiritual.

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sábado, 15 de setembro de 2018

O Milagre de Chanucá

setembro 15, 2018artigo, Chanucá, hanukkah, rabash


Artigo Nº 7, 1987

No poema de Chanucá, nós dizemos, "Gregos," etc, "E o restante dos jarros, um milagre foi feito para as rosas. Filhos de Biná [entendimento], oito dias, estabeleceram canção e cantar." Questionam os intérpretes, "Por que fizeram os dias de Chanucá oito?" Afinal, eles só tinham óleo para uma noite e o milagre foi que ele ardeu mais sete dias. Portanto, segundo o milagre, eles deveriam tê-lo posto somente para sete dias."

Explicaram eles que uma vez que sobrou na primeira noite do óleo que era necessário para a primeira noite, então o milagre da primeira noite não foi que o óleo ardesse, mas que algum do óleo ardesse e o resto sobrasse para mais sete dias.

Significa isto que eles acharem o jarro de óleo que foi selado com o selo do Alto Sacerdote não foi considerado um milagre, embora fosse um milagre que os Gregos não tivessem visto o jarro de óleo. Em vez disso, ele considera milagre aquilo que foi desnatural e aquilo que foi feito acima da natureza é considerado milagre, uma vez que o jarro de óleo estava no mundo mas eles não o viram.

Isto assim não é com o óleo. Da medida necessária para acender durante uma noite, somente uma pequena parte do óleo ardeu. Essa pequena parte, que fora abençoada, ardera mais tempo. Isto é desnatural. Ou seja, não é segundo a natureza arder mais tempo que o previsto. Sucede-se que aquilo que restou da primeira noite, o facto de nem todo o óleo ter ardido, isto é chamado "um milagre," uma vez que isto não existia no mundo.

Devemos interpretar no trabalho o significado dos Gregos, do jarro de óleo e dos oito dias de Chanucá - que eles estabeleceram especificamente oito dias. Ou seja, o que é que os oito dias implicam? Por outras palavras, por que não foram nove ou dez dias, mas o milagre durou em vez disso somente oito dias? Na Torá literal, se diz em nome do Rokach que a razão do milagre ter durado somente oito dias e não mais foi por causa do lugar das azeitonas, do qual é trazido o óleo, que ficava a quatro dias de caminho dali e quatro dias de caminho de volta, assim fazendo oito dias. Isto responde a por que o milagre não durou mais que oito dias.

É sabido que nosso trabalho, no qual precisamos de nos esforçar todos os dias, é somente para alcançar equivalência de forma, chamada Dvekut [adesão]. Somente então é possível alcançar o propósito da criação - de fazer o bem às Suas criações - ou seja a revelação.

Mas antes das criaturas obterem os Kelim [vasos] de equivalência de forma, o propósito não pode ser revelado a todos. Em vez disso, ele está oculto e nós devemos meramente acreditar que é com a intenção de fazer o bem.

Aquilo que foi revelado a todos contradiz o bem, dado que cada um sempre sente carência na sua vida e sempre vive com reivindicações contra a orientação superior. Ele acha difícil dizer que ele está a desfrutar da vida e dizer todo o dia, "Abençoado seja o Senhor." Ou seja, eu estou grato a Ti por lidares comigo com benevolência.

Em vez disso, a vida da pessoa está sempre cheia de carências e dores. Ela sempre vê que não há sentido na sua vida, quando ela começa a pensar no propósito da vida, nomeadamente nos benefícios que ela ganha enquanto sofre na guerra da vida.

Significa isto que somente quando ela prova algum prazer, o prazer a intoxica e ela perde a sua cabeça e razão e esquece-se de pensar no propósito da vida. Mas quando o prazer no qual ela está imersa a abandona, por qualquer razão, ela imediatamente começa a ponderar o propósito da vida.

Somente quando a pessoa nada tem com o qual nutrir o seu corpo, ou seja quando ela não sente prazer, ela imediatamente começa a pensar no propósito da vida. Ou seja, a pessoa se questiona "Qual é o sentido da minha vida? Para que finalidade nasci eu no mundo? Foi a criação feita para que houvessem criaturas que sofressem tormentos e dores no mundo?"

Esse estado causa a pessoa a começar a contemplar o propósito da vida - o que ela é e para que serve. Em relação a isso a pessoa levanta a sua cabeça das correntes da vida, onde todas as criaturas se encontram e elas não têm para pensar naquilo que elas são. Em vez disso, elas vão com o fluxo para onde a água vai. E não há ninguém que consiga ver o fim, ou seja para onde conduz o fluxo da vida.

Somente ela, porque a falta de prazer a faz levantar a sua cabeça para cima para olhar para o propósito da vida, nessa altura ela vê e escuta como se uma trombeta do alto que lhe diz que o mundo foi criado com a intenção de fazer o bem às Suas criações. Mas em prol de provar esse benefício, lhe é dito por livros e autores que há condições em prol de alcançar esse bem, chamado "o propósito da criação." O Criador exige que elas primeiro vão ao encontro destas condições, ou Ele não vai querer dar-lhes o deleite e prazer.

Porém, não é que Ele exija estas condições, ou seja que as exigências do Criador do homem sejam pelo bem do Criador e se as criaturas não obedecerem a estas condições Ele não vai querer dar a elas. Com os de carne e osso, se queremos que o vendedor nos dê alguma coisa então o vendedor define as condições para o cliente, as quais, se ele as cumprir, o vendedor vai concordar dar, mas as condições são em favor do vendedor.

Respectivamente, o Criador não é carente ou precisa que os inferiores vão ao encontro das condições que lhes são exigidas, como está escrito, "Se ele estiver certo, o que te dará ele?" Em vez disso, estas condições que o Criador define ante eles são pelo bem do homem.

Nós vemos que isto é como a pessoa que diz para os eu amigo, "Eu quero dar-te muita prata e ouro, mas preciso que cumpras uma condição ou não vais receber nada de mim." Seu amigo pergunta: "O que requeres que eu te dê para que me dês a prata e o ouro?" Então ela diz-lhe, "Trás-me grandes e pequenos sacos para que os possas encher com prata e ouro. Mas deves saber que da minha parte, não há limitações sobre quanto tu vais levar. Em vez disso, a quantidade de prata e ouro depende dos teus limites. Ou seja, tantos Kelim [vasos] quantos me trouxeres Eu vou encher, não mais e não menos, mas precisamente isso. Esta é a condição que eu coloco na tua frente. Certamente, não há dúvida que as condições que o seu amigo requer não são pelo bem do dador, mas tudo é pelo bem do receptor.

Aqui, no trabalho do Criador, onde a pessoa tem de ir ao encontro das exigências que o Criador faz, elas são somente pelo bem do homem. Porém, a pessoa pensa que elas são pelo bem do Criador. E dado que o homem foi criado com uma vontade de receber, ele não consegue entender coisa alguma do que precisa de ser feito a menos que ele veja que isso é para seu próprio benefício. Mas aqui lhe é dito que o Criador quer que trabalhemos para Ele e não para nosso próprio benefício. Por esta razão, o corpo resiste a estes trabalhos. Este é nosso trabalho - nós temos de ir contra nossa própria natureza. Isto é chamado "trabalho."

Mas quando a pessoa trabalha e sente a recompensa que ela está a receber do trabalho - que é pelo seu próprio bem - ela não sente que isto seja chamado "trabalho," ou seja que ela se quer livrar do trabalho, uma vez que isto, também, existe na natureza do homem: Ele não quer comer o pão da vergonha porque nossa raiz não recebe ou é carente.

Por esta razão, quando a pessoa sente que ela está a receber alguma coisa sem algo em troca, há o pão da vergonha e ela fica envergonhada de receber. Portanto, a pessoa não se ressente de ter de trabalhar. Em vez disso, a pessoa pode se lamentar de lhe ser pago menos daquilo que ela pensa que vale.

Sucede-se que se a pessoa souber que ela vai ser recompensada pelo seu trabalho, isto não é considerado "trabalho." Mas no trabalho do Criador, isso é considerado trabalho porque lhe é pedido trabalhar sem qualquer recompensa, que é chamado "trabalhar não em prol de receber recompensa." Isto não está na nossa natureza, que é o por quê de ser chamado "trabalho." É por isso que nosso corpo resiste a estes trabalhos e sempre tem reivindicações contra o Criador por nos dar tão duro trabalho que de termos de trabalhar contra nossa natureza.

Portanto, do que precisamos em prol de sermos capazes de trabalhar em prol de doar? É de uma coisa: Se acreditarmos que embora não o vejamos imediatamente, uma vez que nossos corpos não nos mostram a verdade, se nos esforçarmos para acreditar que trabalhar em prol de doar é em nosso favor, uma vez que precisamos destes sacos, como foi dito na alegoria, que os sacos que preparamos são para todos nossos Kelim para a recepção do deleite e prazer, sucede-se que todo o trabalho que é com a direcção de doar faz parte do Kli [vaso] que é adequado para receber a abundância. Também, todo o esforço se junta a uma soma completa até que tenhamos um Kli completo adequado para a recepção da luz.

Todavia, é difícil acreditar e dizer para nós mesmos que aquilo que Ele dá são nossos vasos de recepção para receber neles o deleite e prazer que estão no propósito da criação de fazer o bem às Suas criações.

Respectivamente, podemos interpretar a questão da governação dos Gregos, que é o oposto do caminho do judaísmo.  A questão dos Gregos é termos de avançar somente dentro da razão tanto em mente como coração. Naturalmente, quando Israel quiseram avançar acima da razão e não considerar aquilo que a mente externa necessita, eles não conseguiram.

Isto é chamado a guerra contra os Gregos. É aqui que começa o verdadeiro trabalho, nomeadamente que o povo de Israel quis montar o trilho que conduz à Dvekut [adesão] com o Criador. Este caminho é chamado "fé acima da razão." Os Gregos quiseram controlar o corpo para que ele não renunciasse a coisa alguma a menos que a razão concordasse com isso. Uma vez prevalecia isto e outra prevalecia aquilo e isto fazia com que a pessoa tivesse subidas e descidas.

Isto, a razão, é a razão e a causa. Ou seja, assim que a pessoa decidia que ela deve avançar com fé acima da razão, como resultado, um despertar do alto vem até ela e ela começa a sentir um bom sabor no trabalho do Criador. Nessa altura, é da natureza do homem, uma vez que ele adora descansar, por esta razão diz ele, "Graças a Deus que agora não tenho de trabalhar comigo mesmo e assumir o trabalho do Criador na forma da fé. Em vez disso, agora sinto-me bem e minha razão concorda assumir sobre si mesma o engajamento em Torá e Mitsvot [mandamentos] uma vez que agora eu sinto contentamento."

Ela aceita este despertar como base e fundação para o trabalho do Criador. Ou seja, a base do sabor que agora ela sente, sobre isto ela constrói seu inteiro judaísmo. Portanto se sucede que agora ela está a macular a fé e diz, "É uma pena que este despertar não tenha vindo imediatamente até mim, quando comecei o trabalho. Pois então, eu não teria de avançar acima da razão, ou seja ir contra a visão do corpo. E em vez disso, precisei de acreditar naquilo que é recebido dos livros e dos autores - que devemos assumir o fardo do reino dos céus embora o corpo discorde que isso é bom para mim e acreditar que somente neste estado, em que o corpo discorda, é o melhor caminho para mim."

Por outras palavras, ela acredita acima da razão que somente o caminho de trabalhar com a mente e com o coração é bom para ela, ou seja que aí ela vai achar a felicidade que o Criador preparou para ela. É muito difícil acreditar nisto. Mas agora ela não precisa de acreditar que isto assim é. Em vez disso, ela sente que certamente, observar Torá e Mitsvot lhe trará a felicidade, uma vez que ela sente que isto assim é e ela não precisa de acreditar nisso.

Sucede-se que esta é a verdadeira razão que mais tarde lhe causa a sua descida, uma vez que sua base é edificada sobre prazer em vez de doação. Se ela permanecer com esta base, ela nunca vai alcançar Dvekut com o Criador pois enquanto ela estiver neste caminho, tudo cairá para as Klipot [cascas/conchas] da vontade de receber para si mesma.

Disse o Baal HaSulam que quando uma pessoa recebe sensação e razão do alto, quando o corpo também, começa a dizer que é vantajoso se engajar em Torá e Mitsvot, a pessoa deve ser cuidadosa e dizer que ela não usa esta sensação e razão como base e fundação, "como razão de decidir que agora é vantajoso trabalhar, uma vez que o corpo concorda com este trabalho por causa do prazer que estou a receber."

Em vez disso, ela deve dizer, "Agora eu vejo que este caminho, que é acima da razão, é um verdadeiro caminho, uma vez que vejo que ele me concedeu sr favorecido aos olhos do Criador, que Ele me aproxima. Por esta razão, agora sou afeiçoado a Kedushá [santidade], também e sinto a importância da Kedushá - que é vantajoso trabalhar somente pelo bem do Criador. Por esta razão, que devo fazer agora? Me preparar e caminhar somente neste caminho chamado 'fé acima da razão,' pois com isto eu serei recompensado com Dvekut permanente com o Criador."

Assim se sucede que especificamente ao lhes ser concedido algum bom sabor no trabalho, disto elas pegaram o apoio para o caminho da fé. Sucede-se que a base da fé se fortalece através do deleite e prazer que agora ela sente no trabalho.

Agora vamos explicar o milagre de Chanucá, também, que eles derrotaram os Gregos, ou seja que eles foram recompensados com a fé e sentiram bom sabor neste trabalho e não foram e tomaram o deleite e prazer como base e fundação para o trabalho dentro da razão, que é considerado Gregos. Pelo contrário, eles disseram que serem recompensados com o bom sabor no trabalho é um testemunho que o caminho da fé é o verdadeiro caminho, ao contrário da visão dos Gregos.

Tivessem eles avançado pelo caminho dos Gregos, ou seja que o deleite e prazer seriam daí para a frente a sua base e fundação, que isto seria seu apoio para sustentarem seu trabalho, eles imediatamente desceriam do seu grau, pois esta é a principal razão pela qual a pessoa sofre uma descida do seu estado. Isto é para seu benefício, para que ela não caia para a Klipá [casca/concha] dos Gregos. Sucede-se que esta descida é uma grande correcção. Inversamente, tudo aquilo que ela acrescentasse só construiria a Klipá dos Gregos.

Portanto, há dois caminhos quando chegamos a esse estado chamado "subida":

1) Dizer que agora ela está liberada do fardo da fé. Ou seja, que até agora ela sofreu porque cada vez ela tinha de assumir o fardo do reino dos céus, o corpo sempre lhe resistiu.

Por exemplo, quando a pessoa tem de se levantar antes do amanhecer e tem de ir para as suas aulas normais, assim que ela abre seus olhos e se quer levantar, o corpo prontamente vem e pergunta, "Mas estás a gostar de descansar, estás deitado na cama e tu tens de abdicar deste prazer!"

Isto pode ser como é feito no comércio. Isto é, nós abdicamos do prazer do dinheiro em prol de obter alguma coisa que nos traga o prazer que precisamos mais. Por outras palavras, nós vamos receber um prazer maior que o dinheiro.

É sabido que o valor de todo o prazer é medido pela necessidade. Por exemplo, uma pessoa adora descansar, mas abdica do repouso pelo dinheiro. Uma pessoa adora dinheiro mas abdica dele em favor de comer e beber, etc. Uma pessoa adora comer e beber, mas por vezes evita se ela souber que é mau para sua saúde. Acontece que ela abdicou de comer e beber em prol de obter saúde.

Por esta razão, o corpo pergunta para a pessoa, quando ela se quer levantar antes de amanhecer para servir o Criador, lhe dizendo: "O que pensas que vais ganhar agora se renunciares ao repouso?" Quando ela lhe diz, "Eu quero ganhar o mundo vindouro observando o mandamento do Rei," o corpo responde, "Tudo bem, podes levantar-te de manhã tal como todas as outras pessoas. Por que te apressas para te levantar mais cedo que os outros? Tu tens o dia inteiro para observar Torá e Mitsvot!"

Nessa altura a pessoa diz para seu corpo: "Sabe que há o mundo no geral, chamado 'pessoas vulgares' e há pessoas que não vão com o fluxo, mas que querem ser excepcionais. Ou seja, elas querem ser recompensadas com a meta pela qual elas foram criadas, que é chamada 'Dvekut com o Criador,' 'Torá Lishma [pelo Seu bem].' Disseram nossos sábios que nós podemos ser recompensados com isto aprendendo Torá após a meia-noite, como explicado no Zohar e também isso é aceite entre aqueles que querem obter alguma coisa nas suas vidas."

Nessa altura o corpo vem com fortes argumentos e diz para ela: "Estarias certa se isto fosse como dizes, que tens uma meta sublime na tua vida e queres que eu te assista no teu papel. Mas, vês quanto trabalho e esforços investiste neste trabalho em prol de chegar a trabalhar em Lishma e vês que não avançaste um milímetro, ou seja para ter mais desejo para trabalhar em doação. Se calculares honestamente, verás o oposto - que regrediste dez graus! Ou seja, agora tu tens uma vontade de receber maior que tinhas antes de começares a obra da doação. Portanto, vês que não és excepcional. Tu és como todos os outros! Portanto, é melhor se tiveres o prazer de ficar na cama e não me digas tolices, que és melhor que todos os outros."

Com estes argumentos, que são verdadeiros argumentos, ou seja falando racionalmente, ela calcula e vê que ele está cem por cento correcto e que nada há para lhe responder. Nessa altura, ela nem sempre consegue superar com fé acima da razão e dizer ao corpo: "Embora estejas correcto com teus argumentos e o senso comum dita seguir o teu caminho, mas eu irei acima da razão."

Isto é um tremendo trabalho porque nessa altura a pessoa sofre de tormentos corporais quando o corpo a debica com a difamação do trabalho acima da razão. Por esta razão, quando certo despertar vem até ela e ela começa a sentir algum sabor em Torá e Mitsvot, quando ela sente um pouco de subida, ela diz, "Graças a Deus eu não tenho de avançar pelo caminho de fé acima da razão, mas que a razão, também, diz que é vantajoso observar Torá e Mitsvot." E assim que ela macula a fé, dizendo, "Agora estou aliviado do fardo da fé," esta é a razão pela qual ela em breve sofre uma descida do seu estado porque ela maculou a fé.

2) O segundo caminho é dizer, "Agora vejo que o verdadeiro caminho é avançar acima da razão e não usar a sensação de deleite e prazer como base sobre a qual assumir sobre mim daqui para a frente o engajamento em Torá e Mitsvot. Em vez disso, eu quero trabalhar sem qualquer base de deleite e prazer, uma vez que a ideia é trabalhar em prol de trazer contentamento ao Criador. Portanto, como posso eu confiar na base do deleite e prazer para construir meu judaísmo? Logo, o que devo fazer quando sentir um bom sabor no trabalho?"

Nessa altura ela deve dizer aquilo que disse o Baal HaSulam, que ela pode receber sua boa sensação não como base, mas como testemunho. Ou seja, ela deve dizer, "Agora eu vejo que o caminho de acima da razão é o verdadeiro caminho pelo qual o Criador quer ser servido. E a evidência disto é que vejo que Ele me aproximou ao remover a Sua ocultação de mim e me foi concedido sentir a Sua gentileza e misericórdia - que Ele quer doar deleite e prazer sobre as criaturas, pois este é o propósito da criação."

Porém, para não chegar à separação recebendo Dele o deleite e prazer, uma vez que a recepção de prazer está em disparidade de forma Dele, foi por isso que Ele fez a Tzimtzum [restrição] e ocultação. Mas quando avançamos acima da razão, o corpo não tem contacto, mas pelo contrário, o corpo resiste ao trabalho acima da razão. Mas agora que fui acima da razão, Ele removeu de mim alguma da Sua ocultação. Logo, daqui para a frente eu serei fortalecido e caminharei somente no caminho de acima da razão.

Com isto ela não vai cair na armadilha da auto-recepção, chamada "separação de Kedushá." Pelo contrário, agora ela vai começar a trabalhar com mais força com a mente e coração e o Criador não vai jogá-la novamente para o poço sem fundo chamado "receber em prol de receber." Em vez disso, ela vai permanecer num estado de subida. Além do mais, ela vai subir até um grau de maior revelação porque ela não está a macular a fé, que é a guarda para uma pessoa não cair para os vasos de recepção.

Portanto sucede-se que num estado de subida ela tem dois caminhos. Mas como pode a pessoa vencer e percorrer o caminho do povo de Israel e não o caminho dos Gregos, que a deixam ver que dentro da razão eles serão servos maiores porque a razão concorda com este caminho mais que com o caminho da fé?

Explicou o Baal HaSulam a disputa entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Lot (Génesis 13:7). Disse ele que "gado" significam bens. O bem de Abrão era somente fé. Este é o significado da palavra Av-Ram [Abrão (Alto Pai)], significando que o pai nos céus é alto, acima da razão. "Pastores" significa que ele sustentava somente o bem da sua fé. Ou seja, ele sempre procurou sustento - como poderia ele sustentar a fé para que ela tivesse poder e força e não falhasse na razão.

Isto assim não é com os pastores do gado de Lot. Diz o Zohar que Lot vem da palavra [Aramaica] eltlatia, ou seja "maldição." Isto é, os pastores do gado de Lot sustentavam o bem do conhecimento e da recepção. Disto não pode vir uma bênção, só uma maldição, pois isso é o oposto da doação, enquanto que a bênção é somente onde uma pessoa se engaja na doação.

Por outras palavras, os Kelim com os quais podemos receber a abundância superior são especificamente Kelim que dão. Com estes Kelim nós podemos receber. Mas nos Kelim que querem receber, a abundância superior não pode entrar devido à disparidade de forma. Agora podemos entender os dois caminhos que a pessoa tem quando ela recebeu alguma subida na espiritualidade.

Todavia, o que podemos decidir quanto ao bem, chamado "fé," ou seja estar num estado dos "pastores do gado de Abrão"? Disse o Baal HaSulam em nome do Baal Shem Tov que quando uma pessoa consegue fazer duas coisas opostas e ela não consegue decidir entre elas, o conselho é escolher aquela que exigir dela mais esforço. É isso que ela deve escolher para si, uma vez que onde há trabalho, o corpo discorda, isto é certamente Kedushá. Ela deve se apressar e fazer isto e assumir sobre si mesma o fazer. Sucede-se que aqui, também, ela tem dois caminhos: 1) o caminho da fé, 2) o caminho do conhecimento.

Ela deve escolher para si o caminho da fé uma vez que o corpo não concorda com isto, pois é na direcção de Kedushá, ou seja na direcção do desejo de doar, enquanto o corpo quer o exacto oposto. Portanto, sucede-se que qual é o factor determinante? É que o corpo rejeita e considera a questão como redundante e supérflua. Ou seja, ele não tem necessidade disto e nãos abe por que é necessário em primeiro lugar. Por esta razão, ele sempre se quer livrar desta questão da fé.

Portanto se sucede que o milagre que acontece à pessoa, que ela consegue decidir para o lado da Kedushá, não é uma questão de intelecto. Em vez disso, é algo que o corpo considera redundante, que é o trabalho. O corpo despreza-o e considera a questão inteira do trabalho como redundante. Mas precisamente desta redundância, ou seja quando a pessoa parte e já não quer ou deseja, daqui vem até ela o milagre de permanecer em Kedushá.

Este é o significado de "E o restante dos jarros, um milagre foi feito para as rosas". Um jarro é como está escrito, que Rabi Meir purificou o verme com cento e cinquenta sabores. Isso significa que em toda a coisa há visões dos dois caminhos. Com o que podemos escrutinar? É com o que sobrar, ou seja com aquilo que o corpo considerar redundante, que ele considera como nada. Isto é fé acima da razão e somente com isto podemos ser salvos de cair na armadilha das Klipot.

Este é o significado do jarro de óleo que eles acharam, que foi selado pelo selo do Alto Sacerdote. Um Cohén [sacerdote] é chamado Chésed [misericórdia/graciosidade]. "Alto" significa Chésed que se tornou Chochmá, ou seja abundância de Chasadim, chamada "Sacerdote." O sacerdote é a qualidade de Chésed e Chésed indica fé acima da razão. Este é o significado de Abraão, a qualidade de Chésed, ser o pai da fé.

Os Gregos não conseguem ver a fé pois eles só vêem através da razão e não acima da razão. Portanto, quando eles caminharam acima da razão, os Gregos não os conseguiam governar. Este é o significado dos Gregos não verem o jarro de óleo.

E sobre o milagre de ele arder oito dias, essa é uma indicação de que ele iluminava as Chasadim em Biná. De Biná até Malchut há oito Sefirot, mas Chochmá de Chochmá não iluminou. Foi por isso que eles o estabeleceram como oito dias, uma vez que ele iluminou somente em oito, como está escrito, "Filhos de Biná [entendimento], oito dias, estabeleceram canção e cantar.”

Baruch Shalom HaLevi Ashlag (O Rabash)
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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

O Significado de Chanucá

setembro 13, 2018artigo, Chanucá, hanukkah, rabash


Uma vela de Chanucá, sua medida é "até que todos os pés tenham desaparecido do mercado."

Regel [pé/perna] vem da palavra Meragel [espião]. "Mercado" significa o domínio público. Enquanto estivermos no domínio privado, nós caminhamos em plenitude e não há lugar para espiões. Em Chanucá, nós devemos propagar a luz de Chanucá até que toda a qualidade de "espiões" desapareça do mercado, pois no lugar da luz, não há espaço para o Sitra Achra [outro lado].

"No ano seguinte eles foram nomeados como [dias de] louvor e gratidão." Por que esperaram eles pelo ano seguinte? Isso é porque no primeiro ano da sua vitória, devido à grandeza e iluminação do milagre, eles aderiram ao seu Fazedor e aparentemente se tornaram um corpo, até ao ponto que não precisaram de nomear o louvor e gratidão. Mas no ano seguinte, eles tiveram de nomeá-lo com louvor e gratidão do jeito que uma pessoa martela alguma coisa com pregos para que não caia, para que eles fiquem aderidos ao Criador através de gratidão (Avodat Ysrael).

Os debates sobre Chanucá não foram mencionados no Mishná embora haja uma disputa entre Beit Shamai e Beit Hilel, pois o Mishná é a interioridade do mundo, mas somente no Braita [Guemará], que é externo, como está escrito, "Vão e aprendam lá fora," pois Chanucá implica que a iluminação seja principalmente sobre baixar a Kedushá [santidade] para que ela brilhe lá fora (idem.).

Segundo a visão de Beit Shamai, ela "esvaece" como a fruta do festival, implicando quea través da Kedushá externa, eles são rejeitados e gradualmente diminuem. Segundo Beit Hilel, "ela aumenta gradualmente," implicando a Kedushá, para atrair a Kedushá como em "aumentar a santidade" (idem.).

"Quebraram os muros das minhas torres." Um muro significa impedir estranhos de entrarem na torre. A "torre" significa Kedushá, chamada "uma torre cheia de abundância." Respectivamente, tudo aquilo que o Sitra Achra tem é vazio. O muro é chamado "fronteira que divide entre Kedushá e Sitra Achra," que é a fé. Ela é chamada "fronteira," ou seja o limite do pensamento da mente externa. Isto é chamado "o selo do sinal da aliança da santidade."

Nós devemos entender por que os Gregos quiseram revogar especificamente a circuncisão e o Shabat [Sabate]. A circuncisão é chamada um "sinal" e o Shabat é chamado um "sinal," ou seja se referindo aa aliança da santidade. Um aliança significa fé, como implicado nas palavras, "E circuncidarás o prepúcio dos vossos corações." Através da fé, a pessoa é recompensada com a fé no Criador. A Klipá [casca/concha], que é chamada "prepúcio," o abandona, para que haja lugar para instalar Kedushá. Todos seus esforços foram para cancelá-los e os admitirem na maldita filosofia, que é contra a fé.

Isto é chamado um "muro." Na medida que eles inseriram a filosofia, a essa medida é considerado que o muro foi rompido. Este é o significado das palavras, "quebraram os muros das minhas torres e corromperam todos os óleos," pois "óleo" significa a claridade em Torá e no trabalho.

Um estupor e selar foram colocados na Kedushá, ou seja que eles não sentiam vitalidade na Torá e no trabalho e só acharam um jarro de óleo que estava marcado com o selo do alto sacerdote e ele tinha o suficiente para arder somente por um dia. Um milagre aconteceu e eles o acenderam durante oito dias.

"Com Seu braço forte, Ele trouxe o Segulá [remédio/poder/virtude].”

Devemos entender o que é este Segulá. No ensaio "Garantia Mútua," ele escreve, "E vós sereis para Mim um Segulá de todas as nações, pois toda a terra é Minha." Ele pergunta qual é a conexão de Segulá com "toda a terra é Minha." Ele explica lá que "Vós sereis para Mim um Segulá," pois através de vocês, centelhas de purificação do corpo serão passadas a todas as nações, pois Segulá significa um desejo de doar.

Certamente, nós devemos entender por que se chama Segulá. É sabido que alguma coisa que não seja confirmada pelo intelecto habitualmente não muda para outro estado. Sucede-se que a razão não tem relação directa ao resultado e isto é chamado Segulá.

Por exemplo, a uma pessoa que precisa de dinheiro para ser rica lhe é dito que se ela doar imenso dinheiro à caridade, esse é um Segulá para a riqueza. Isto é contra-intuitivo, pois aquele que quer ser rico não deve desperdiçar qualquer centavo nos outros. E ainda assim, "Dá dízimo para que te tornes rico," isto é chamado Segulá.

Sobre nossa questão, "Aquele que quer viver deve condenar-se à morte." Ou seja, aquele que quer levar uma vida de prazer não deve querer e não receber coisa alguma para si mesmo, mas somente doar. Somente com isto vai ele receber deleite e prazer. Sucede-se que o desejo de doar é um Segulá para portanto obter abundância.

Foi por isso que eles disseram, "Com Seu forte braço," chamado "a mão de Chésed [graciosidade/misericórdia],” pois Chésed é chamada "poderosa," Ele tirou o Segulá do povo de Israel. Ao dar às criaturas essa qualidade de Chésed, elas conseguem executar os vasos de doação daquilo que uma pessoa esteja incluida.

Este é o significado de "Tua [mão] direita está estendida para acolher os retornados." "Retornar" significa que quando a pessoa não quer ser receptora, mas quer estar sempre entre os retornados, ela devolve tudo aquilo que ela precisa. Depois, aquele que quer estar entre os retornados, "Tua direita está estendida," ou seja a qualidade de Chésed que o Criador lhe envia. Com isto Ele extrai o Segulá.

Disseram nossos sábios, "O que é Chanucá? Chanu [estacionaram] Kôh [aqui]." É sabido que Kôh se refere a Malchut, o nome BON, Alef-Hey-Yod com um preenchimento de letras Hey do preenchimento do preenchimento. Significa isto que aqueles que tiveram uma guerra para assumirem sobre si o reino dos céus, porque a aceitação do reino dos céus é edificada sobre a base de em prol de receber, há uma grande guerra, uma vez que isto é contra a natureza. Assim, sair deste estado é chamado "o milagre de Chanucá."

Isto é considerado "baixa o orgulhoso até ao chão e levanta o baixo no alto," pois doação é baixa aos nossos olhos porque quando a pessoa vê que esta acção não vai produzir qualquer recompensa para seu benefício pessoal, ela sente-o como um estado de humildade.

Este é o significado de "Nós não temos permissão para usá-las, mas somente as vermos" sobre as velas de Chanucá. Usar é com os vasos de recepção e aqui o milagre foi que eles serviram ao Criador com vasos de doação.

A diferença entre Chanucá e Purim: O milagre de Chanucá é sobre vasos de doação, enquanto em Purim, o milagre foi em vasos de recepção. Por esta razão, há festa e alegria aqui, enquanto que em Chanucá é somente para as ver e não para usar.

Baruch Shalom HaLevi Ashlag (O Rabash)

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Qual é o Milagre de Chanucá

setembro 13, 2018artigo, Chanucá, hanukkah, rabash


Chanucá, Dezembro de 1965

Disseram nossos sábios (Shabat [Sabate] 21a): "O que é Chanucá? Disseram nossos sábios, 'No vinte e cinco de Kislev, os dias de Chanucá, que são oito,'" etc, quando os Gregos entraram no salão, corromperam todos os óleos no salão, etc, eles verificaram mas acharam somente um jarro de óleo que estava selado com o selo do alto sacerdote. Ele só continha o suficiente para iluminar durante um dia. Um milagre aconteceu e eles acenderam-o por oito dias. O ano seguinte, eles foram nomeados como [dias de] louvor e gratidão e a regra é que é proibido usar a sua luz.

"Gregos" significa dentro da razão, que é filosofia, ou seja ajustar as Mitsvot [mandamentos] ao intelecto, tal como um "liberado" [do casamento por levirato].

O "Salão" é a mente e o coração, que são o salão dentro do homem.

"Óleos" são as Mitsvot [mandamentos], como está escrito, "óleo para acender," uma vez que Torá é chamada "luz" e os Mitsvot são chamados "vela," como está escrito, "Uma vela é um Mitsvá [singular de Mitsvot] e a Torá é luz." A luz não pode brilhar sem óleo, pois a Torá não pode brilhar se ela nada tiver ao qual se agarrar, ou seja ao óleo.

"Um jarro de óleo" significa que depois da vitória e da devoção que eles tiveram com os Gregos, eles descobriram que a questão da fé é "uma," tal como "Escuta, Ó Israel, o Senhor nosso Deus, o Senhor é um.""De óleo" significa que este Mitsvá está assinado pelo selo do alto sacerdote, cuja qualidade é a qualidade de Chésed. Chésed significa "Tal como Ele é misericordioso, também tu sê misericordioso," implicando pelo bem do Criador.

Porém, esta força é suficiente para acender só por uma noite, uma vez que a questão da fé deve ser renovada todas as vezes, como está escrito, "Nova toda a manhã; grande é a fé em Ti." Um milagre aconteceu com eles que o poder da fé lhes chegou para oito dias.

Louvor e gratidão são somente um milagre para a espiritualidade; é por isso que é proibido usar a sua luz, implicando que ela é somente para a espiritualidade.

Baruch Shalom HaLevi Ashlag (O Rabash)
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Chanu-KôH

setembro 13, 2018artigo, Chanucá, hanukkah, rabash

Chanucá, Dezembro de 1954

NeR [vela], um acrónimo de Nefesh Ruach. Nós devemos propagar a luz, que é a qualidade de Neshama, como em, "Uma vela é um Mitsvá [mandamento] e a Torá é luz" e isto é Chanu-Kôh [aqui estacionaram].

Kôh [aqui] significa a qualidade de Malchut, como na mão fraca. Chanu [estacionaram] vem do versículo, "os anjos do Senhor 
Honê [estaciona]," ou seja que a Shechiná [Divindade] deve ter um lugar no qual estacionar dentro do coração do homem.

Isto é como disseram nossos sábios, "O que é Chanucá? Quando os Gregos entraram no Salão, eles corromperam todos os óleos ... eles verificaram mas acharam um jarro de óleo que estava selado com o selo do alto sacerdote." O coração do homem é chamado "o salão do Criador." "Corromperam todos os óleos" significa todas as sabedorias sagradas.

"Finalmente, eles acharam um jarro de óleo que foi selado com o selo do alto sacerdote." Pach [jarro] tem as letras de Chaf [uma colher], ou seja a unificação da leitura da Shemá. "Colocou" significa que ninguém a queria levantá-lo.

O alto sacerdote é chamado "Aba superior" e o óleo está assinado e selado, como em "puro ar."

Baruch Shalom HaLevi Ashlag (O Rabash)

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terça-feira, 28 de agosto de 2018

O que é Chanucá

agosto 28, 2018artigo, Chanucá, hanukkah, rabash


Chanucá, Dezembro de 1960

Disseram nossos sábios, "O que é Chanucá? Disseram nossos sábios, 'No vinte e cinco de Kislev, os dias de Chanucá,'" etc. (Shabat [Sabate] 21a). Ou seja, Chanú-Kô [aqui estacionaram], pois no vinte e cinco, eles estacionaram da guerra. Podemos entender o que significa estacionar especificamente no meio do trabalho. Nós paramos e descansamos de modo a ganhar força para que possamos continuar a caminhar e vencer a guerra até que termine.

Devemos entender o que é esse parqueamento. Disseram nossos sábios que nessa altura, os Gregos sentenciaram Israel a não se engajar na Torá. Isto é, o milagre foi somente sobre a redenção da espiritualidade, que são as necessidades da alma. Inversamente, em Purim, houve a redenção dos corpos.

Por essa razão, em Chanucá, nos foi dado o reconhecimento do milagre através de louvor e gratidão, enquanto que em Purim, está escrito, "um festim e alegria," uma vez que o milagre foi sobre os corpos. Assim, deve haver reconhecimento do milagre através do corpo, ou seja com festim e alegria.

Para entender tudo o citado no trabalho e na ética, devemos entender o que disseram nossos sábios, "Tu amarás o Senhor com todo teu coração - com ambas tuas inclinações, a boa inclinação e a má inclinação" (Berachot 54). Devemos servir ao Criador com a boa inclinação, ou seja nos engajarmos em Torá e Mitsvot [mandamentos] para doar contentamento ao Criador. Mas qual é o sentido da inclinação do mal? É sabido que a inclinação do mal é a vontade de receber em nós. Devemos entender como a vontade de receber consegue servir ao Criador.

Segundo o que está explicado na Sulam [Comentário da Escada sobre o Zohar], quando a pessoa se engaja na recepção de prazeres em prol de doar, não há mal na vontade de receber, como está escrito, "Eu criei a inclinação do mal; Eu criei a Torá como tempero," pois através da Torá, a inclinação do mal é adocicada.

O milagre de Chanucá foi somente com a inclinação do bem. É por isso que ela é meramente chamada de "parqueamento," dado que o trabalho não foi completado, ou seja que ainda há mais correcções sobre a inclinação do mal, o chamado "corpo." Isto foi somente no milagre de Purim.

Esse é o sentido de "observaram a receberam," até aqui pela força, dado que a inclinação do mal não concordou com o trabalho porque ela não estava ainda corrigida e agora que o milagre foi na redenção dos corpos, "com todo teu coração, com ambas tuas inclinações" se torna realidade. É por isso que ele é chamado de "voluntariamente."

Assim, em Chanucá, há o reconhecimento do milagre somente em louvor e gratidão, que são somente as necessidades da alma, enquanto em Purim, nós reconhecemos o milagre em festim e alegria, que toca através do corpo.

"Gregos se reuniram à minha volta, então nos dias dos Asmoneus e quebraram os muros das minhas torres e corromperam todos os óleos."

"Gregos" refere-se a uma filosofia, quando a pessoa quer entender tudo com a mente externa. "Então nos dias dos Asmoneus" significa que especificamente quando haviam Asmoneus, ou seja servos do Criador, vemos que os Gregos têm o controle.

Chomot [muros] tem as letras de Techum [zona/área] (como explicado nos escritos do ARI). Significa isto que a pessoa limita o seu pensamento de querer entender o trabalho com a mente externa, mas em vez disso com a fé e a fé é um muro contra os externos. "Minhas torres" significa "uma torre cheia de abundância." "Óleos" são clareza...

Baruch Shalom HaLevi Ashlag (O Rabash)

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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Gregos Se Reuniram Ao Meu Redor

maio 28, 2018artigo, Chanucá, hanukkah, rabash

“Gregos se reuniram ao meu redor, então nos dias dos asmoneus.”

Os gregos são a Klipá [casca/pele] oposta à Kedushá [santidade]. Kedushá é a qualidade de fé acima da razão e os gregos avançam explicitamente dentro da razão. Os gregos vêm especificamente nos dias dos asmoneus, ou seja precisamente quando a pessoa quer caminhar no caminho da Kedushá. Antes disso, não há espaço para os gregos porque "Deus fez um oposto ao outro." Este é o sentido de "Qualquer um que seja maior que seu amigo, sua inclinação é maior que ele” (Sucá 52).

Isto é como está escrito, "Aquele que vem para se purificar é ajudado" (Shabat 104a). Por que não é a pessoa assistida do alto antes que ela venha? A resposta é que antes que ela venha para se purificar dos seus vasos de recepção, embora ela acredite que o Criador ajuda, como disseram nossos sábios, "A inclinação do homem o supera todo o dia e a menos que o Criador o ajude, ele não a consegue superar” (Kidushin 30b) e a pessoa deve acreditar que isto assim é, mas dentro da razão, ela vê que o homem faz tudo de qualquer modo.

Mas aquele que vem para se purificar dos vasos de recepção vê que isso não está no poder do homem. Em vez disso, precisa de haver um milagre do alto e se este milagre não acontecer, ele está perdido. Ele vê isto dentro da razão, que ele precisa de assistência do alto, e dentro da razão, não há modo que ele venha a sair do controle da vontade de receber.

Sucede-se que quando a pessoa quer caminhar no caminho da Kedushá [santidade], os gregos vêm e perguntam como está escrito, "Por que devem as nações dizer, 'Onde está seu Deus?'" Nessa altura, é proibido responder dentro da razão, mas em vez disso acima da razão, ou seja que somente o Criador, que está cima da nossa razão, pois Ele criou nossa razão, Ele consegue responder a todas as perguntas de "Onde?" que eles fazem.

Nós vemos que no Shabat [Sabate], na Kedushá de Kéter [parte de uma oração], o ARI diz lá que na palavra "Onde?" brilha a luz do Shabat, que é chamada Mochin de Chaya, pois precisamente sobre o acima da razão sobre os gregos, quando escutamos o "Onde?" vem a resposta da luz do Shabat, que brilha e cancela todos os julgamentos, tal como está escrito, "E os Julgamentos são removidos dela."

Sucede-se que através da Grécia, ou seja da Klipá [casca/pele] da Grécia, que avança segundo a  razão, nós descemos para o abismo e é impossível subir, como está escrito, "Eu me afoguei no abismo da Grécia" (Salmos 69) e somente do alto é possível levantar.

Baruch Shalom HaLevi Ashlag (O Rabash)

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domingo, 5 de fevereiro de 2017

5 Factos Pouco Conhecidos Sobre Chanucá

fevereiro 05, 2017animações, Chanucá, moadim

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sábado, 31 de dezembro de 2016

Chanucá: Conclusões e a Direcção do Mundo

dezembro 31, 2016Chanucá, conclusões, direção do mundo, dr. michael laitman, espiritualidade, estudo, fé, judaísmo, moadim, Nova Vida, perseverança, sabedoria cabalística, união

Neste episódio do programa Nova Vida, Dr. Michael Laitman discute "Chanucá: Conclusões e a Direção do Mundo." 🕎🌟 Explore as lições espirituais que Chanucá nos oferece e como suas mensagens de fé, perseverança e luz podem orientar a humanidade em tempos de incerteza, reforçando a importância da união e da conexão com o Criador.

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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Chanucá: De Onde Veio a Filosofia Que Dominou o Mundo?

dezembro 29, 2016Chanucá, dr. michael laitman, ensinamentos, espiritualidade, estudo, filosofia, judaísmo, liberdade religiosa, luta pela luz, moadim, Nova Vida, sabedoria cabalística

Neste episódio do programa Nova Vida, Dr. Michael Laitman discute "Chanucá: De Onde Veio a Filosofia Que Dominou o Mundo?" 🕎🌍 Descubra a profunda conexão espiritual do feriado de Chanucá e como seus ensinamentos e a luta pela liberdade religiosa influenciaram filosofias que moldaram a sociedade, reforçando a importância da luz espiritual em tempos de escuridão.

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Chanucá: Da Antiguidade para Os Nossos Dias

dezembro 28, 2016antiguidade, Chanucá, dr. michael laitman, espiritualidade, estudo, judaísmo, liberdade, luz, moadim, Nova Vida, resiliência, sabedoria cabalística, tradição

Neste episódio do programa Nova Vida, Dr. Michael Laitman discute "Chanucá: Da Antiguidade para Os Nossos Dias." 🕎📜 Descubra como os ensinamentos de Chanucá transcendem o tempo e continuam a ressoar em nossa vida moderna, refletindo sobre a luta pela liberdade espiritual e a importância de manter acesa a luz da tradição em um mundo em constante mudança.

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sábado, 24 de dezembro de 2016

Chanucá: O Que Queriam os Gregos Afinal?

dezembro 24, 2016Chanucá, dr. michael laitman, estudo, gregos, identidade espiritual, judaísmo, luta cultural, moadim, Nova Vida, resistência, sabedoria cabalística, valores

Neste episódio do programa Nova Vida, Dr. Michael Laitman discute "Chanucá: O Que Queriam os Gregos Afinal?" 🕎🇬🇷 Mergulhe na luta cultural entre os valores gregos e judeus e descubra como essa disputa moldou a identidade espiritual do povo judeu, revelando lições profundas sobre resistência e a busca pela verdade.

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Chanucá 5777: A Guerra Continua

dezembro 24, 20165777, Chanucá, dr. michael laitman, estudo, guerra, identidade, judaísmo, liberdade espiritual, luz, moadim, Nova Vida, sabedoria cabalística

Neste episódio do programa Nova Vida, Dr. Michael Laitman discute "Chanucá 5777: A Guerra Continua." 🕎⚔️ Descubra as lições eternas de Chanucá e como a luta pela liberdade espiritual e identidade continua a ressoar em nossos dias, enfatizando a importância de permanecer vigilante na busca pela luz e verdade em tempos de escuridão.

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Chanucá: Luz e Trevas

dezembro 24, 2016Chanucá, dr. michael laitman, espiritualidade, estudo, fé, luz, materialidade, moadim, Nova Vida, sabedoria cabalística, trevas

Neste episódio do programa Nova Vida, Dr. Michael Laitman discute "Chanucá: Luz e Trevas." 🕎✨ Explore a profunda simbolização da luz e das trevas durante Chanucá e como esses conceitos refletem a luta interna entre a espiritualidade e a materialidade, revelando a importância de acender a luz da fé em tempos desafiadores.

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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

O Que é Um Milagre?

setembro 09, 2016Chanucá, hanukkah
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sexta-feira, 27 de maio de 2016

A Respeito da Vela de Chanucá

maio 27, 2016artigo, Chanucá, hanukkah, rabash

Artigo Nº 9, Tav-Shin-Mem-Vav, 1985-86

Está escrito em Masechet Shabat (23b): “Raba disse, ‘Claramente, entre ‘uma vela para sua casa’ e uma ‘vela de Chanucá,’ uma vela para sua casa precede devido à paz doméstica.” RASHI interpreta que “vela para sua casa” se refere ao Shabat [Sabate] e ele é pobre e não pode pagar para comprar óleo para duas velas. Quanto à paz doméstica, é como é dito abaixo, “Minha alma foi desprovida de paz.” Este é o acender das velas no Shabat, quando seu agregado se arrepende de sentar no escuro.
Porém, uma vela de Chanucá não é para a paz doméstica pois é proibido usar sua luz, como dizemos depois de acender as velas de Chanucá, “Estas velas são sagradas; não temos permissão para as usar mas somente para as ver.”
Devemos entender o seguinte: 1) Ele explica que uma vela de Shabat precede a vela de Chanucá devido à paz doméstica. Isto requer explicação. É razão boa o suficiente cancelar o Mitsva [mandamento] das velas de Chanucá, que é tão importante por causa da santidade nelas, ao ponto em que nossos sábios disseram que é proibido usar sua luz, como dizemos, “Estas velas são sagradas; não temos permissão para usá-las mas somente para as ver”? Cancelamos nós este Mitsva devido à paz doméstica, que é uma questão corpórea? 2) Precisamos de entender a conexão entre uma vela de Shabat e a paz doméstica, que aprendemos do versículo, “Minha alma foi desprovida de paz,” que é acender as velas no Shabat.
Para entender o citado primeiro devemos explicar as três questões acima: 1) O que é o Shabat? 2) O que é a paz doméstica? 3) O que é Chanucá?
Nossos sábios disseram que Shabat é uma similitude do mundo vindouro ( Berachot, 57). Também, está escrito na Oração da Tarde de Shabat: “Vós haveis santificado o sétimo dia em Seu nome, o propósito da criação dos céus e da terra.” “Propósito” significa que este é o propósito pelo qual os Céus e a Terra foram criados.
Também, é sabido que o propósito da criação é fazer o bem às Suas criações, ou seja que as criaturas recebam deleite e prazer e isto é chamado “o propósito da criação.” O que precede o propósito é o tempo de trabalhar. Isto levanta a questão, “Se o propósito é fazer o bem, por quê este trabalho?”
A resposta é que em prol de evitar o pão da vergonha nos foi dado trabalho, que é chamado a “correcção da criação.” Significa isto que através desta correcção seremos capazes de receber o deleite e prazer pois já temos equivalência de forma com o Criador no sentido em que as criaturas desejam doar sobre o Criador tal como o Criador deseja doar sobre as criaturas. Sucede-se que trabalhar em prol de doar elimina o pão da vergonha.
De acordo com isto, a obra que nos foi dada refere-se à correcção da criação e não ao propósito pois o propósito é desfrutar e não trabalhar. Assim, nossa necessidade de correcção não se refere ao prazer, uma vez que o Criador o dá, uma vez que esse é o propósito. Mas em prol de receber o deleite e prazer completos — e completos significa que podemos receber o deleite sem sentir desagradabilidade — nos foi dado trabalho pois o trabalho é que nós temos de mudar osKelim [vasos] que recebemos por natureza e obter diferentes Kelim, chamados “vasos de doação.” Quando recebemos o deleite e prazer nos vasos de doação não há lugar para a desagradabilidade aquando recebendo a abundância.
Dois estados nos explicam os dois discernimentos que descrevemos a respeito de alcançar o completo propósito da criação: 1) A ordem da correcção da criação que trabalhamos em Torá e Mitsvot[mandamentos] em prol de doar é considerada usar vasos de doação. Significa isto que uma vez que há acções e há intenções, nesse estado nós usamos actos de doação, considerados Torá e Mitzvot. Estes actos são considerados se envolver na forma de, “Como Ele é misericordioso, também tu sê misericordioso.”
Isto é, o homem quer doar sobre o Criador tal como o Criador quer doar sobre as criaturas. Desta forma, se ele agir como o Criador, ou seja seguir Seus caminhos, então a pessoa quer que o Criador lhe pague pelo seu trabalho para os seres criados. Porém, aqui há também o trabalho da intenção, que é direccionar que a intenção seja semelhante à acção pois por vezes, embora a acção seja dar, a direcção é inversa. Isto é, a razão pela qual ele dá é em prol de subsequentemente receber recompensa. Isto é chamado Lo Lishmá [não pelo Seu bem].
Por esta razão se uma pessoa quer realizar um acto de dar há imenso trabalho. E a razão que a obriga a se envolver em dar é que ela tem uma razão que a faz dar e não receber, ou seja que frequentemente, quando amamos alguém um desejo desperta no coração de dar ao amado, uma vez que isto exprime nosso amor por essa pessoa.
Alternativamente, uma pessoa importante também desperta nos nossos corações a divulgarem amor por ela ao lhe dar um presente. Isto é chamado “Sua boca e coração são iguais,” ou seja que o acto e a intenção são os mesmos e seu coração não alberga uma intenção diferente do acto de dar pois a razão é a intenção de doar. Isto é chamado Lishmá [pelo Seu bem].
É explicado que no segundo estado, que é o propósito da criação, nós podemos usar os vasos de recepção. Isto significa que nos envolvemos na recepção de prazeres mas a razão pela qual queremos receber prazer não é em prol de satisfazer nossos desejos, que almejamos prazeres e é por isso que queremos desfrutar. Em vez disso, há uma razão completamente diferente aqui — o oposto da nossa acção.
Nós almejamos doar sobre o Criador e para nós mesmos, não queremos receber na nossa vontade de receber pois isso nos separaria do Criador. Todavia, o que podemos dar ao Criador para que Ele o desfrute? O que podemos dizer, por assim falar, que Ele necessite? Há somente uma coisa que podemos dizer: Uma vez que Ele criou a criação em prol de deleitar Suas criaturas, nós queremos receber o deleite e prazer pois queremos satisfazer Seu desejo, que é de fazer o bem.
Agora podemos explicar a pergunta, “O que é Chanucá?” Tal como explicámos no primeiro estado, é o trabalho da correcção da criação, que é obter os vasos de doação, com os quais podemos então alcançar o propósito da criação. Podemos chamar a isto “espiritualidade” pois não queremos fazer coisa alguma para nós mesmos, mas somente pelo Criador, como disseram nossos sábios, “Uma oferenda, ou seja uma oferenda queimada, tudo é pelo Criador, completamente espiritual.”
O milagre de Chanucá foi sobre espiritualidade, como dizemos (na bênção “Sobre os Milagres”), “Quando o ímpio reino da Grécia se encontrou sobre Teu povo Israel para os fazer esquecer Tua lei e os afastar das leis da Tua vontade, Tu, com tuas muitas misericórdias, o enfrentaste por eles na hora de sua aflição.”
De acordo com o que explicámos, “espiritualidade” significa usar vasos de doação. A dominação dos Gregos é expressa em proibir qualquer coisa que tenha a ver com os vasos de doação pois havia controlo sobre a obra de Torá e Mitsvot lá, também.
Isto foi no exterior. É tanto quanto o mais no pensamento — eles governariam o pensamento para que fossem incapazes de direccionar coisa alguma pelo Criador. Em vez disso, eles queriam que o povo de Israel estivesse imerso em amor próprio,  pelo qual estarão separados do Criador. Todos os pensamentos doSitra Achra [Outro Lado] são somente sobre os remover do Criador e o afastamento e separação vêm somente por disparidade de forma, conhecida como “amor próprio.”
Baal HaSulam disse sobre aquilo que nossos sábios questionaram ( Shabat, 21b), “O que é Chanucá?” Explicou ele que a resposta é Chanu [estacionar] Kô [aqui/até então], ou seja que eles lá estacionaram. Significa isto que Chaf- Hey [ Kô/25º] de Kislev [a data em que Chanucá começa] não foi o fim da guerra, mas somente uma pausa. É como um exército que quer iniciar um novo grande assalto, então ele deixa os soldados repousar e ganhar novamente sua força para que possam continuar a guerra. Ele disse que há tolos que pensam que receberam em prol de não avançar para o território inimigo pois terminaram a guerra e não há mais necessidade de derrotar o inimigo.
Sucede-se que Chanucá não é a conclusão da meta, mas somente a correcção da criação. Ela completa os vasos de doação, ou seja actos de doação e é por isso que é proibido usar a luz de Chanucá, uma vez que usar é um acto de recepção e o milagre foi somente sobre actos de dar — que eles os conseguem fazer e direccionar para doar, que é chamado Lishmá.
O milagre foi que eles emergiram da dominação dos Gregos e podiam avançar com fé acima da razão. Mas a Klipá [casca/pele] dos Gregos governava Israel de modo a não fazer coisa alguma a menos que ele saiba por quê e que propósito este trabalho lhe trará e especialmente de direccionar tudo acima da razão.
De acordo com o que explicámos, sucede-se que embora uma vela de Chanucá implique um milagre espiritual, que é que povo de Israel foi liberado da dominação dos Gregos, isso foi somente metade da coisa. Isto é, somente os vasos de doação foram corrigidos pelo milagre de Chanucá e isto é considerado a correcção da criação, mas ainda não o propósito da criação.
Mas o Shabat, que é uma similitude do mundo vindouro, é considerado o propósito dos céus e da terra, considerado o “propósito da criação,” ou seja a completude do propósito final. Isto é, uma semelhança daquilo que vai aparecer no fim da correcção ilumina no Shabat.
Desta forma, o Shabat é o tempo para a recepção de prazer, ou seja que usamos os vasos de recepção e só precisamos de direccionar em prol de doar. Isto é considerado que todas as pessoas no mundo terem de alcançar esse grau, como está escrito, “Pois nenhum exilado será exilado Dele.” Em vez disso, todos vão alcançar a meta na totalidade, ou seja receber, mas em prol de doar.
Agora vamos explicar aquilo que questionámos sobre a conexão entre o Shabat e a paz doméstica. É sabido que “casa” é chamada Malchut, que é a receptora da abundância superior nos vasos de recepção em prol de doar. Porém, Malchut tem muitos nomes e o nome “casa” indica plenitude, tal como está escrito no Sulam (comentário da Escada sobre O Zohar, Noach, p 88, item 249): “Deveis saber que quando uma pessoa está em completa plenitude, ela é considerada habitar na casa. A palavra ‘casa’ implica Nukva de ZA, que ilumina nos Mochin de GAR, como está escrito, ‘Uma casa será construída com sabedoria.’ Desta forma, aqueles que recebem dela são considerados habitarem na casa. Porém, quando uma pessoa precisa de correcções pois ela é incompleta, ela precisa de se guardar para que os exteriores não a agarrem e a façam pecar. Desta forma, ela deve sair da casa pois está proibida de receber estes elevados Mochin por medo que os exteriores suguem dela. Ela deve sair para o caminho do Criador, ou seja receber as correcções que ela precisa. Nessa altura ela é permitida receber Mochin do Zivug de ZA e Lea, pois uma vez que são OhrChassadim que está coberta em Chochmá, não há sucção deles para os externos. EstesMochin são chamados ‘albergue’ pois são destinados aos viajantes. Deste modo, embora Noach fosse justo e de coração pleno, ele o compara a um convidado em viagem.”
Assim, vemos que devemos fazer dois discernimentos na ordem da obra: 1) um estado chamado “casa,” 2) um estado chamado “convidado em viagem.” Quando uma pessoa ainda é incompleta, ela deve sair e estar num estado de convidado em viagem, que é o caminho do Criador, em prol de receber correcções, pelas quais ela alcançará a plenitude. É por isso que estas pessoas são chamadas “convidados em viagem,” pois elas estão ainda no meio do caminho e ainda não alcançaram a meta que devem alcançar.
Embora elas sejam justas, tal como Noach, que era justo e de coração pleno, ele ainda era deficiente pois corrigiu somente os vasos de doação, chamados “vasos espirituais.” Como acima mencionado, isto é chamado a “correcção da criação,” uma vez que ele já consegue doar em prol de doar, que é chamado Lishmá.
Com isto entendemos o que a vela de Hanu-Kôh [Chanucá] chega a implicar — é somente uma pausa e não o fim do trabalho. Por esta razão, é proibido usar a luz da vela de Chanucá pois o milagre foi sobre vasos espirituais e vasos de doação não podem ser usados para desfrutar da luz. É por isso que elas são somente para serem vistas.
Mas uma vela de Shabat — onde o Shabat é considerado “o propósito dos céus e da terra,” que é uma similitude do mundo vindouro — é chamada o “propósito da criação,” de fazer o bem às Suas criações: que elas recebam deleite e prazer. Assim, esta luz é recebida nos vasos de recepção, chamados “receber em prol de doar.” Isto é, eles estão a usar os vasos de recepção.
Isto é chamado uma “casa,” como em “Uma casa será construída com sabedoria,” onde Malchut é a raiz das almas, chamada “assembleia de Israel” e recebe abundância para as almas. Quando os inferiores são adequados para a recepção de Ohr Chochmá [Luz da Sabedoria], isso é chamado Mochin [luz/prazer] deShabbat, ou seja Mochin de Chochmá, e Mochin de Chochmá é a luz do propósito da criação. Sucede-se que vela de Chanucá e vela de Shabat implicam dois discernimentos dessemelhantes.
Agora explicaremos o que questionámos sobre a conexão entre a paz doméstica e o Shabat, pela qual nossos sábios disseram que ela precede a vela de Chanucá. A Sefira [singular de Sefirot] Yesod é chamada “paz doméstica” pois ela doa sobre Malchut, uma vez que Malchut é a raiz das almas. Quando Malchut é como um ponto, ou seja que ela ilumina somente como um ponto minúsculo, as almas não têm a abundância que necessitam. Isto é chamado “Shechiná [Divindade] em exílio.” Nessa altura as Klipot[cascas/peles] prevalecem e desejam controlar as matérias de santidade e há imenso trabalho para os inferiores. Isto criou a divisão entre Kedushá [santidade] e Tuma’á [impureza].
Aquando da chegada de Yesod de Gadlut [idade adulta/grandeza], ela concede a abundância superior aMalchut, ou seja concede sobre ela a luz de Chochmá. Nessa altura a paz doméstica é feita, como está escrito, “Quando os caminhos de um homem agradam ao Senhor, Ele até faz seus inimigos estarem em paz com ele.” É por isso que Yesod é chamada “paz,” uma vez que ela faz a paz doméstica, quando os poderes daKlipá são cancelados, como está escrito, “Quando o Shabat começa, ele se torna único e separa do Sitra Achra e todos são coroados com novas almas” (Kegávna [uma oração] na Véspera de Shabat).
Sucede-se que quando a “casa,” que é Malchut, recebe a abundância de Shabat, paz é feita e então todos os julgamentos são removidos dela. É por isso que a vela de Shabat implica a abundância do fim da correcção, enquanto a vela de Chanucá indica a luz alcançada no meio do trabalho, que é em prol de ser capaz de continuar e completar o trabalho. É por isso que a vela de Shabat é chamada “paz doméstica,” segundo a abundância que vem de Yesod paraMalchut.

Rav Baruch Ashlag (Rabash)
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