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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Como Entender a Vida Inanimada de um Modo que O Prepare para a Próxima Fase da Evolução

fevereiro 12, 2016biologia, blog, cabala, ciência, darwin, evolução

Depois da quebra de Adão, cada parte do desejo de receber começa a se sentir independente, separada de seu ambiente e desejando absorver dele. Esse desejo de absorver, essa força de atração ou gravidade — o paralelo físico do desejo de receber — formou os primeiros aglomerados do universo, que depois se tornaram a substância das primeiras galáxias do universo.

Com espaço e campo de gravidade surgiram formas mais estruturadas do desejo de absorver (ou seja, do desejo de receber), e as partículas apareceram. O processo de absorção continuou, e as estrelas nasceram com planetas ao seu redor. Dessa forma, a gravidade, a força mais fraca da Natureza, criou a infraestrutura do universo inteiro,
assim como o Estágio Um das quatro fases do desejo primordial da criação, o mais fraco desejo de receber, criou a infraestrutura para os Quatro Estágios e todos os mundos espirituais que se seguiram.

Como no Estágio Um, o desejo de receber no corporal inanimado consiste basicamente no desejo de assegurar sua própria sobrevivência, sustentar a si mesmo. Sua única relação com os outros é que ele resiste a qualquer tentativa de quebra, dissolução ou mudança. Ainda, como resultado do nível inanimado e sua aspiração por manter sua própria sobrevivência, algumas partículas “descobriram” que elas poderiam assegurar melhor seu futuro, colaborando com outros elementos.

Ao Contrário de Darwin, A Cabala Afirma 'Não Há Coincidência'

Contrariamente à teoria da evolução de Darwin, a Cabalá afirma que não há coincidência. Na realidade, as partículas não “descobrem” ou por acaso colaboram e subsequentemente se beneficiam ao fazê-lo. Isso implicaria que a Natureza não tem propósito, é randômica, e que não há meta pré-determinada no final do processo. Em vez disso, Baal HaSulam explica (em “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”, Estudo das Dez Sefirot e outros lugares) que, sendo o nosso mundo o último em uma série de eventos de causa-e-efeito, o desejo que aparece em nosso mundo já contém (embora não conscientemente) reminiscências dos estados anteriores, uma vez que eles são suas ramificações. Por isso, o desejo de receber neste mundo já contém reminiscências dos Quatro Estágios, o Partzuf, e todos os mundos espirituais. Como resultado, a preparação, a configuração para a descoberta dos benefícios da colaboração existe previamente em todos os níveis de desejo neste mundo. É isso que lhes permite “miraculosamente” descobrir os benefícios da “negociação em harmonia”, como coloca Sahtouris.

Muitos físicos concordam que as partículas não necessitam de muito tempo para “descobrir” os benefícios da colaboração. Uma publicação do Observatório de Haystack, um centro de pesquisas do MIT, explica: “Quando o universo tinha 3 minutos de idade, ele já havia resfriado o suficiente para que prótons e nêutrons se combinassem em núcleos.” Para se desenvolver ainda mais, no entanto, tiveram de forjar colaborações adicionais, que se manifestaram na forma de elétrons, e equilibraram a carga positiva do núcleo. Assim foi como os primeiros átomos apareceram.

Para essas partículas, ser parte de um átomo ─ diminuindo, portanto, seu interesse próprio em favor do interesse do átomo ─ era toda a correção de que necessitavam. Agindo para o bem do sistema e não para seu próprio bem, deixaram de estar centradas em si mesmas e começaram a se centrar no sistema. Elas se tornaram “conscientes” do seu ambiente e de como poderiam contribuir com ele. Assim, elas se tornaram “altruístas”, embora pela razão egoísta de perpetuar sua própria existência.

A “recompensa” das partículas que primam em doar para o seu ambiente é a criação de um ambiente forte, resultando em átomos estáveis. E isso garante a sua existência futura.

Além disso, como os átomos precisam de todas as suas partículas para se manter, internamente eles protegem suas partículas. Dessa forma, abdicando do interesse próprio em prol do interesse de seus átomos, as partículas angariam o interesse de todo o sistema no bem estar desses átomos. Esse “acordo” provou ser tão bem sucedido, que, “Momentos depois do Big Bang, prótons e nêutrons começaram a se combinar para formar o hélio- e outros elementos básicos”, disse Robert Rood, da Universidade da Virgínia, conforme citado em um comunicado da Rádio Nacional do Observatório de Astronomia. Assim os primeiros minerais surgiram.

Por Que Células no Corpo Humano São um Exemplo para as Pessoas na Humanidade

O corpo humano é possivelmente o exemplo mais vívido do modus operandi de abdicar do interesse próprio em benefício do interesse do sistema hospedeiro, recebendo em troca a proteção desse sistema. No corpo humano, assim como em qualquer organismo, cada célula tem uma função específica. Para o organismo sobreviver, cada célula deve desempenhar sua função com o melhor de suas habilidades e substituir a meta de manter sua própria vida pela meta de manter a vida do seu organismo hospedeiro. Se uma célula começar a agir contrariamente a esse princípio, seus interesses logo irão conflitar com os do corpo, e os mecanismos de defesa do corpo irão destruí-la. Assim, é provável que se origine um tumor de células insubordinadas, que lutam para consumir os recursos do corpo em seu próprio benefício. Quando esse tipo de processo ocorre, nós o diagnosticamos como “câncer”.

Se o câncer vencer, o corpo morre e o tumor morre junto com ele. Se o corpo vence e o câncer morre, o corpo sobrevive com as células do corpo que não se tornaram malignas, e as células egoístas são extintas. Esse é o mecanismo de segurança contra falhas com o qual a Natureza assegura que sistemas egocêntricos não existam. Aqui, também, não há nada de milagroso, simplesmente os mecanismos egoístas invariavelmente se consomem até a extinção, porque consomem sua fonte de alimento.

Por conseguinte, é interesse de todas as células do corpo curar o tumor. Colocado de outra forma, garantindo a sobrevivência dos elementos do sistema, os elementos naquele sistema promovem o bem estar do sistema antes de prover seu próprio bem estar. Em troca, o sistema irá prover o bem estar deles e garantir sua sobrevivência.
O princípio que acabamos de explicar não é válido apenas para partículas, átomos e organismos, mas para toda a vida. Aplicando-o, todos os elementos da Natureza aprendem a trocar sua natureza egoísta por uma natureza altruísta, que considera o bem coletivo antes de seu próprio bem.

Assim, voltando ao nosso tópico de observar o universo primordial, uma vez que as partículas juntaram-se para criar átomos, átomos começaram a se unir, criando, dessa forma, as primeiras moléculas. Estas aderiram à mesma regra, e as que sobreviveram foram aquelas cujos átomos estavam fortemente conectados, assim como com os átomos, abdicando de seu próprio interesse frente ao interesse de seu sistema hospedeiro ─ as moléculas.

Em todo esse processo, não há livre arbítrio. Nem átomo nem molécula podem optar por não serem criados, porque os elementos que os constituem procuram o melhor modo de formá-los para melhor proteger seus interesses. Ainda, criando moléculas, os átomos realizam algo muito mais significativo do que proteger a si mesmo e às partículas que os criaram. Assim como as partículas, eles construíram um sistema antes de atender a seu interesse próprio e, ao fazê-lo, os átomos se transformam de entidades auto-orientadas em orientadas para o sistema, o que significa altruísmo.

Desse modo, outra camada do nível inanimado do desejo de receber foi corrigida. E embora não hajo livre arbítrio nessa correção, o modus operandi altruístico é todo o requerido para os minerais serem considerados corrigidos. Como o Estágio Um não tem qualquer livre arbítrio na sua evolução, também o nível inanimado não tem livre arbítrio na sua evolução; ele simplesmente trabalha para assegurar sua sobrevivência da melhor forma possível.

Curiosamente, a teoria de Darwin reflete quase o mesmo padrão em seu princípio de seleção natural. Uma diferença entre a Cabalá e o Darwinismo é que o Darwinismo define moléculas estáveis vs. não estáveis, e a Cabalá define moléculas equilibradas vs. desequilibradas. Moléculas equilibradas apoiam os átomos que as compõem, e os átomos igualmente apoiam suas moléculas.

Em O Gene Egoísta, Richard Dawkins — um dos mais renomados defensores contemporâneos de Darwin — descreve o processo de evolução molecular: “A mais antiga forma de seleção natural foi simplesmente a seleção de formas estáveis e a rejeição das instáveis. Não há mistério nisso. Isso tinha de acontecer por definição.”

As observações de Dawkins são congruentes com as da Cabalá. Na terminologia Cabalística, uma molécula estável é aquela que abdica de seu próprio interesse em favor do interesse da molécula. As “formas estáveis” de Dawkins, portanto, são sinônimos das “moléculas corrigidas” da Cabalá, nas quais os átomos se tornaram “altruístas”. Reciprocamente, nas moléculas instáveis (não corrigidas), um ou mais átomos se mantêm focados em seus interesses próprios.

Seguindo o mesmo procedimento das partículas e dos átomos, as moléculas começaram a se unir e a criar o que os biólogos chamam “interações moleculares” ou “conexões”. O mesmo aconteceu com as moléculas, interações em que as moléculas se dedicaram à força e ao bem estar das conexões prosperaram, e aquelas cujas moléculas apoiaram apenas parcialmente a conexão se desintegraram.

Existem muitas formas de interações moleculares na natureza, mas há menos de quatro bilhões de anos, uma interação em particular marcou a mudança entre o estágio inanimado na Terra (e talvez no universo) e o vegetativo. Esse agregado especial de moléculas recebeu o nome de “Ácido Desoxirribonucleico”, também conhecido como DNA.

Nos átomos, as partículas assumem diferentes funções: alguns formam o núcleo e outras formam a parte externa ou casca, por exemplo. Similarmente, nas moléculas, os átomos assumem diferentes funções e devem aderir a formas rígidas de conexão. E finalmente, na interação molecular, cada molécula exerce uma diferente função.

Com o aparecimento do DNA, porém, as coisas começaram a mudar. O DNA não é mais uma estrutura feita de diferentes moléculas que formam uma estrutura. Ele é uma estrutura que pode interagir com outras estruturas, e a cada estrutura é atribuída uma função diferente. Essas, combinadas, servem ao bem da estrutura. Em biologia, essas estruturas são chamadas “células” ou “organismos unicelulares” e constituem a mais primitiva forma de vida.

Pode-se argumentar que, essencialmente, esses organismos funcionam quase que da mesma maneira que os átomos, as moléculas ou as estruturas moleculares introduzidas antes. A estrutura única criada em torno do DNA, no entanto, permite que ocorram duas funções até então inexistentes:

  1. O DNA é a primeira estrutura conhecida na natureza que pode replicar a si mesma, bem como replicar as estruturas moleculares que o suportam.
  2. Células são as primeiras estruturas que sistematicamente interagem com seu ambiente. Elas absorvem nutrientes de seu ambiente, processam-nos para extrair a energia de que necessitam para sua sobrevivência e então excretam os resíduos. Além disso, as células podem repetir com precisão esse processo tantas vezes que podem de fato transformar seu ambiente.


Há muitas definições do que é a vida. Para ficar de um lado seguro, escolho a definição apresentada pela Enciclopédia Britânica: “Matéria que apresenta certos atributos, que incluem responsividade, crescimento, metabolismo, transformação de energia e reprodução.”xix As primeiras células, chamadas “procariontes”, possuíam todos esses atributos e representaram uma evolução direta da interação molecular. Assim, o começo da vida como conhecemos deveu-se à mesma lei pela qual todos os sistemas atingem equilíbrio e sustentabilidade — os constituintes abdicam de seus interesses próprios em beneficio do interesse de seu sistema hospedeiro, para, em contrapartida, o sistema cuidar deles.

"Como Entender a Vida Inanimada de um Modo que O Prepare para a Próxima Fase da Evolução" é baseado no livro, Interesse-Próprio Vs. Altruísmo por Dr. Michael Laitman
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Se Você é um Ser Humano, então Você Consegue Mudar o Mundo em Que Vive

fevereiro 12, 2016biologia, blog, cabala, ciência, darwin, darwinismo, evolução

Desde o Princípio da Criação até ao Big Bang

A sabedoria da Cabala explica, que depois do desejo de receber inicialmente criado atravessar as fases de desenvolvimento, formando o sistema dos mundos espirituais, um Partzuf especial, chamado Adão, a alma comum primordial, foi criada.

Embora esta alma comum tenha sido criada sem livre arbítrio e sem a capacidade de se tornar semelhante ao seu Fazedor, a subsequente "quebra" deste Partzuf criou a oportunidade de desenvolvimento independente e livre, para alcançar o propósito da criação - se tornar semelhante ao seu Fazedor.

Desta forma, a quebra da alma de Adão é a nossa origem comum. Sendo um Partzuf, a estrutura de Adão era uma réplica perfeita de seu Partzuf pai (corrigido). Na quebra, Adão estendeu a estrutura dos mundos espirituais (mundos de doação) até seu ponto mais baixo — recepção definitiva.

Em consequência, tudo o que existe nos mundos espirituais também existe em nosso mundo. Por essa razão, o mesmo padrão de quatro estágios pelos quais os desejos evoluíram, seguido pelos quatro estágios de evolução dos mundos espirituais, existe em nosso mundo físico. Conforme exploramos como nosso mundo evoluiu, devemos ter em mente os desejos que o evocam e o guiam.

O tempo, como nós o conhecemos, começou há aproximadamente quatorze bilhões de anos. Da perspectiva espiritual cabalística, o “big bang” foi a quebra da alma de Adão. A razão por vermos isso como um evento material é porque vemos o mundo com olhos corporais (egocêntricos). Se pudéssemos ver da perspectiva da força que induziu essa explosão massiva a que chamamos “big bang”, veríamos isso como resultado da tentativa de Adão de receber, usando o último e maior de todos os desejos.

Qual É a Diferença entre Sobrevivência do mais Forte no Darwinismo e na Cabala?

Assim como os desejos originais evoluíram em estágios, seus paralelos mundanos apareceram e foram corrigidos um de cada vez, do mais fácil ao mais duro. Agora, como cada desejo manifesta-se em nosso universo, a Natureza, é sinônimo de Criador, deve “ensiná-lo” a trabalhar de modo a contribuir para o bem estar e a sustentabilidade do universo.

Para realizar isso, a Natureza aplica um método muito similar ao principio de seleção natural de Darwin. De fato, muitos dos principais estudiosos agora reconhecem a existência do processo de seleção natural em um período anterior ao advento da vida na Terra. O professor Ada Yonath, Prêmio Nobel em Química, fez a seguinte afirmação em uma convenção internacional que celebrava o 150° aniversário da publicação de A Origem das Espécies, de Darwin: “A sobrevivência do mais apto e a seleção natural desempenharam um papel importante do mundo pré-biótico, mesmo que essas qualidades estejam relacionadas primariamente à evolução das espécies.”

Assim como no principio de seleção natural de Darwin, o mérito de qualquer novo desenvolvimento na Natureza é julgado por sua contribuição à sustentabilidade de seu beneficiário. A diferença entre o princípio darwinista e o cabalista é o beneficiário: na teoria clássica de Darwin, os beneficiários são as espécies; na Cabalá, o beneficiário é a Natureza —o todo da Natureza, significando o Criador.

O Mundo do Egoísmo e o Mundo do Altruísmo

Se esse conceito soa um pouco artificial, pense em espécies como parte de um ecossistema. Na biologia contemporânea, é comum ver uma espécie em relação a seu meio ambiente, em vez de independente dele. E uma vez que sabemos que todos os ecossistemas estão interconectados, é fácil entender que um distúrbio em um sistema pode e irá afetar adversamente os demais sistemas do planeta.

Talvez a melhor descrição que eu tenha ouvido até hoje, explicando como a Natureza muda seus elementos de receptores do ambiente em doadores, veio da biólogia evolucionista Elisabet Sahtouris, PhD. Em uma conferência em Tóquio, em novembro de 2005, a Dra. Sahtouris afirmou: “No seu corpo, cada molécula, cada célula, cada órgão e todo o corpo têm interesse próprio. Quando cada nível (...) mostra seu interesse próprio, ele força negociações entre todos os níveis. Esse é o segredo da Natureza. A cada momento em seu corpo, essas negociações levam seu sistema à harmonia.”

Claramente, o equilíbrio e o bem estar de todo o sistema são imperativos para a sobrevivência do corpo humano. Por isso o equilíbrio é tão imperativo para a sobrevivência de cada um dos sistemas do corpo. Hoje, a visão da Natureza como um sistema e não como uma coleção de elementos separados vem ganhando terreno entre os principais pesquisadores. Isso levou ao surgimento de campos da ciência tais como ecologia, cibernética, teoria de sistemas e complexidade.

Como vimos, a Cabalá sempre considerou toda a Natureza como uma unidade única. Essa totalidade não se aplica apenas à Terra e à vida sobre ela, mas ao universo inteiro — à parte corporal e também à espiritual.

Assim, as mesmas regras que se aplicam ao mundo espiritual — o mundo do altruísmo — se aplicam a nosso mundo corporal — o mundo do egoísmo. A diferença entre nosso mundo e o espiritual é que os desejos do mundo espiritual são todos sobre doação, enquanto nós somos descendentes da quebra de Adão. Como tal, somos inerentemente egocêntricos, às vezes a ponto de esquecermos o que somos de fato.

E porque estamos tão absortos em nós mesmos, ficamos alheios aos fatos que ocorrem em níveis mais profundos, a Natureza é governada por regras altruístas. O papel da Cabalá é descobrir essas regras e apresentá-las como uma forma de entendermos nosso mundo e administrá-lo em um novo nível de consciência.

"Se Você é um Ser Humano, então Você Consegue Mudar o Mundo em Que Vive" é baseado no livro, Interesse-Próprio Vs. Altruísmo por Dr. Michael Laitman
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terça-feira, 9 de março de 2010

Não Podemos Mais Competir Uns Com os Outros Pois Somos Um Organismo Singular

março 09, 2010cabala, crise, darwin, evolução, globalização, laitman.com
Nas Noticias (IN The New York Times): “Perdas de Emprego Propõem uma Ameaça à Estabilidade Mundial” “Esta é a pior que tivemos desde 1929,” disse Laurent Wauquiez, ministro do emprego da França. “A coisa que é nova [sobre esta crise] é que ela é global, e que estamos sempre a falar sobre ela. Ela está em cada país, e isso faz toda a diferença.”

O Meu Comentário: É isso: a característica distintiva desta crise é que ela é global. Isto é qualitativamente, não quantitativamente, diferente. Não é apenas uma crise que atingiu muitos países, mas uma crise que atingiu todos juntos. Ela ligou todos os países do mundo ainda mais, revelando a nossa interligação a todos.

E agora todos têm de aprender sobre este fenómeno. As novas leis e qualidades da civilização de hoje podem apenas ser criadas por meios de uma completa ligação entre as todos os povos, culturas, países e nações na nossa pequena aldeia. Não seremos capazes de sair da crise sem criar estas novas qualidades.

No passado, progredimos por meio de simples competição, da maneira que Darwin o descreveu. Agora, todavia, somos um único organismo, e não podemos mais competir uns com os outros. Pelo contrário, a única maneira que podemos fazer progresso é ao nos aproximarmos mais e alcançar maior harmonia uns com os outros.

Nas Noticias (IN Atlantic Monthly): “A Ameaça Capitalista” por George Soros Há algo de errado com fazer a sobrevivência do mais forte um principio orientador de uma sociedade civilizada.

O Meu Comentário: Na verdade, não era errado no passado, mas é agora, quando todos os nossos egos individuais se uniram em um, global egoísmo. Esta mudança tomou lugar no principio do século 20. Nessa altura, Baal HaSulam escreveu que o mundo moderno inteiro já era como uma família – ver o jornal, “A Nação.”

Material Relacionado:
Laitman.com Post: Free Countries Will Have an Easier Time During the Crisis
Laitman.com Post: Darwin’s Theory No Longer Works In Our Times

IN LAITMAN.COM
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A Kabbalah Explica o Surgimento do Universo e dos Humanos

novembro 16, 2009cabala, ciência, darwin, disseminação da cabala, evolução, laitman.com

Uma pergunta que recebi: Como surgiu a matéria e de onde? Se a teoria de Darwin estiver errada, então como consegue você explicar o surgimento das diferentes espécies, especialmente o humano?

A Minha Resposta: A matéria surgiu pelos meios de uma penetração explosiva de uma faísca da Luz Superior no nível do nosso mundo. Na física este fenómeno é chamado o Big Bang. Este aconteceu há aproximadamente 15 biliões de anos atrás. Esta faísca continha toda a matéria e energia do nosso mundo. O Talmud Eser Sefirot, O Livro do Zohar, e A Árvore da Vida, escritos há centenas de anos atrás, explicam como os graus inferiores originam desta forma de um grau mais elevado.

A faísca de Luz Superior contem toda a informação sobre a sua descida de cima para baixo e depois do “Big Bang,” esta continuou a desenvolver e a realizar esta informação. Esta faísca desenvolve o universo e o ser humano, cujo objectivo é o de alcançar o estado do qual a faísca surgiu. O homem deve alcançar isto desenvolvendo-se e "elevando-se" ao longo de 125 graus espirituais, do egoísmo à qualidade da entrega e amor pelo seu vizinho.

Material Relacionado:
Laitman.com Post: The Vatican Accepts Darwin’s Theory, But Kabbalah Does Not
Laitman.com Post: Darwin’s Theory No Longer Works In Our Times
Laitman.com Post: New Research Puts the Darwinian Theory In Question
Laitman.com Post: In the News: The Biggest Physics Experiment to Date, a Black Hole, and the End of the World

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Estamos Num Ponto Critico do Nosso Desenvolvimento

novembro 09, 2009cabala, ciência, darwin, desejo, evolução, genética, laitman.com, reshimot

Evolução nunca parou e hoje alcançamos o ponto critico de transição em que o mundo está a deslocar-se de egoísta a altruísta. A Kabbalah explica que a vida na terra, a todos os níveis, atravessa o mesmo processo de desenvolvimento. Então, estudos de bactérias mostraram-nos que a certo ponto na sua evolução, as bactérias foram forçadas pelas circunstâncias a deslocarem-se de um comportamento hostil e competitivo a uma interacção pacifica.

Isto resultou na criação de organismos novos, multi-celulares, que mais tarde se desenvolveram em organismos complexos, incluindo humanos.

Um processo similar ocorre em todos os outros níveis da natureza, do inanimado ao humano. Nós também teremos de transformar de sermos grupos, nações, religiões e civilizações hostis e rivais, para uma família global. Certamente, somos conduzidos por dados internos (Reshimot – os genes espirituais para o nosso desenvolvimento) que é o mesmo que os nossos dados biológicos, revelado a nós externamente.

O processo evolucionário é explicado pela Kabbalah desta forma: A "densidade" do egoísmo (Reshimot of Aviut) aumenta constantemente, levando a que o processo de evolução tome lugar. Egoísmo cresce ao longo destes níveis:
  • 0-1 inanimado
  • 2 vegetativo
  • 3 animal
  • 4 humano
Quando o egoísmo alcança o último, nível humano do seu desenvolvimento, uma qualidade especial torna-se revelada nele: uma ligação à Fonte Superior – o mais elevado grau, o Criador, ou Natureza. Mas este ultimo quarto grau também se desenvolve gradualmente, atravessando os seus próprios, estados internos (também os estados 0-1-2-3-4). No estado final do egoísmo, o quarto estado, o homem finalmente revela a sua natureza global. Então, neste nível do desenvolvimento do homem, ele tem de começar a ligar-se à sua Fonte – o Criador. A humanidade tem de se tornar una, como o Criador.

Na superfície, uma pessoa aparece como nada mais que um sistema biológico. Mas quando este sistema alcança certo grau de seu desenvolvimento – o quarto estado de egoísmo, este promove uma “quebra de sistema” – um upgrade na organização e operação do sistema, levando-o ao próximo, nível global. É isto que estamos a testemunhar hoje na nossa sociedade.

Por outras palavras, o próximo nível do nosso desenvolvimento, o nível "espiritual" que exige a nossa equivalência com o Criador, está a começar a ser-nos revelado. Por agora, estamos apenas a começar a defini-lo, para ver que este é global e integro. Todavia, à medida que nos tornamos mais familiarizados com esta nova forma de egoísmo em nós, começamos a sentir a necessidade pelo seu preenchimento – o Criador.

Material Relacionado:
Laitman.com Post: The Vatican Accepts Darwin’s Theory, But Kabbalah Does Not
Laitman.com Post: There’s No Going Backwards In Evolution

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Porque é que os Macacos Não Vieram Das Árvores?

novembro 09, 2009cabala, ciência, darwin, evolução, laitman.com, reshimot

Uma pergunta que recebi: De onde vieram os macacos? Se os macacos e chimpanzés são a espécie mais próxima a nós, então porque é que eles ainda vivem nas árvores? Porque não vivem como nós, em casas?


A Minha Resposta: Tal como todas as espécies na natureza, os macacos vieram de Reshimot (dados informativos), que se manifestam em todas as espécies ao longo de uma sequência, começando o mais inferior Reshimo, o mais remoto do nível espiritual, até ao último Reshimo, que trás a sua espécie a total equivalência com o Criador.

Então, as manifestações sequenciais do Reshimo trás o desenvolvimento do homem de um macaco. Não foi o desenvolvimento do macaco que fez com que o homem emergisse, como Darwin acreditava, mas a realização da sequência de Reshimo.

Porém, na superfície parece que o homem realmente evoluiu dos animais. Fisiologicamente ou corporalmente, o homem nasceu de um macaco. Todavia, isto aconteceu porque um Reshimo humano surgiu no macaco – um Reshimo que é completamente estranho ao macaco.

Hoje, todos nós ainda somos animais no sentido físico, mas temos um Reshimo chamado “Ahoraim De Nefesh de Kdusha” – um ponto no coração, que podemos desenvolver até nos tornarmos humanos – Adam, ou seja “similar ao Criador.”

Os macacos não têm este Reshimo, e é por isso que eles permaneceram na mesma e ainda vivem em árvores. Porém, eu devo referir que de forma a que uma pessoa seja diferente de um macaco, não é suficiente meramente aparentar ser diferente…

Material Relacionado:
Laitman.com Post: History Is the Unraveling of Reshimot Inside Us
Laitman.com Post: Kabbalah on Evolution
Kabbalah Today Article: “Creation, Evolution and Beyond”
Lesson from Introductory Course to Kabbalah: Development of Desires
Chapter from Book Kabbalah, Science and the Meaning of Life: “The Reshimo”

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Criação do Mundo: Como Reconcilia o Genesis Com o Big Bang

novembro 09, 2009big bang, cabala, ciência, darwin, evolução, genética, isaac luria, laitman.com, reshimot, torah | biblia (antigo testamento)

Uma pergunta que recebi: Eu sou professor numa escola e estamos agora a cobrir o tópico , “A Criação do Mundo.” Acabamos de discutir a primeira parte da Bíblia, “Génesis,” e agora estamos a começar a falar sobre o Big Bang. Como posso eu explicar a aparente contradição entre a criação do mundo há 5600 anos atrás e o Big Bang que ocorreu há biliões de anos atrás?

A Minha Resposta: O Big Bang tomou lugar há 14 biliões de anos atrás. Foi causado por uma faísca de Luz Superior, que alcançou o seu nível mais inferior e se vestiu de egoísmo. Esta faísca continha toda a matéria e energia do nosso mundo, do qual todo o universo mais tarde se desenvolveu.

Então, há cerca de 4 biliões de anos atrás, o nosso planeta emergiu da condensação de partículas. Este arrefeceu durante biliões de anos até que a atmosfera e vida fossem gerados. Nada disto foi coincidência. Todas as acções e acontecimentos são a realização da informação contida naquela inicial faísca de Luz.

Depois emergiram os níveis inanimado e vegetativo da natureza, seguidos pelo nível animal da natureza e então o ser humano. Tudo aconteceu consecutivamente, tal como explicado pela teoria de Darwin, excepto que a  causa para o surgimento de cada espécie foi a informação que estava inicialmente contida na faísca de Luz.

Esta faísca inicialmente continha toda a informação sobre todo o nosso universo.

Porém, podemos apenas observar a emergência externa de uma das espécies de outra e interpretamos isso incorrectamente, pensando que as espécies evoluíram uma da outra, quando na verdade, tudo aconteceu devido à realização de genes de informação (Reshimot).

Tal como o Ari escreveu no seu livro, A Árvore da Vida, um ser humano surgiu de um macaco há centenas de milhares de anos atrás – (veja a Parte 3 de Talmud Eser Sefirot). Todavia, o primeiro Homem, ou seja a primeira pessoa a alcançar o Criador há 5769 anos atrás, foi Adão. O seu nome vem da palavra Edame, que significa “similar ao Criador.”

Nós celebramos esta data como o Novo Ano e a nossa cronologia começa dela. Isto é porque começando dessa data, dentro de 6000 anos todas as pessoas têm de alcançar o nível do Criador – a correcção completa do seu egoísmo.

Material Relacionado:
Laitman.com Post: Kabbalah, Science and Religion on Man’s Creation and Evolution
Laitman.com Post: Kabbalah Explains the Emergence of Matter, the Universe and Humans
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A Diferença Entre a Teoria de Darwin e a Kabbalah

novembro 09, 2009cabala, ciência, darwin, evolução, kook, laitman.com, reshimot

Uma pergunta que recebi: Eu ainda não compreendo o que você pensa da teoria de Darwin. A Kabbalah apoia-a?

O Meu Comentário: Os processos externos descritos pela Kabbalah e a teoria de Darwin coincidem, pois a evolução é óbvia. todavia, de acordo com Darwin, o mecanismo da evolução é baseado na luta pela sobrevivência, enquanto que de acordo com a Kabbalah, este é baseado na consciência dos Reshimot.

Você pode dizer que é a mesma coisa, pois os Reshimot também levam à evolução, assim como a luta e competição. Porém, de acordo com Darwin, o processo é caótico e incerto, enquanto que de acordo com a Kabbalah, tudo se movimenta através de estados precisos e definidos de desenvolvimento, onde nada é incerto. O estado inicial, todos os estados de desenvolvimento e o objectivo (o estado final) todos existem desde o inicio.

A velocidade e o processo de desenvolvimento são determinados pela participação consciente e livre do homem no processo.

É isto que Rav Kook, um Cabalista que viveu no século XX, pretendia dizer no verso que se segue, em que ele diz que a teoria da evolução se assemelha à Kabbalah mais que qualquer outra teoria:

“תורת ההתפתחות… היא מתאמת לרזי עולם של הקבלה יותר מכל התורות הפילוסופיות האחרות. הרב קוק. אורות הקודש. ח”ב, התגלות העולם סעיף יט ע’ תקל”ז

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